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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O Vendedor de sonhos (O Chamado) – Augusto Cury

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Não tema a difamação exterior. Tema seus próprios pensamentos, pois somente eles podem penetrar em sua essência e destruí-la. (pág. 89)
       Ler “O vendedor de sonhos” foi importante pra mim porque algumas passagens se encaixavam perfeitamente na minha situação atual, me serviu de referência pra muitas ocasiões da minha vida, e de muito aprendizado... De certa forma ele me abriu os olhos pras ver coisas que aconteciam na sociedade que eu nunca dei importância, que eu não tinha uma opinião formada, e me fez pensar, refletir e me tornar uma pessoa mais crítica.
      Me ensinou a sonhar mais, confiar mais em mim mesma, a me aceitar e a aceitar os meus conflitos internos e externos mais facilmente e mais racionalmente.





Fomos contagiados por um vendedor de ideias que nos ensinou a não negar o que somos. Antes desse contágio, éramos todos “normais”, estávamos todos doentes. Queríamos de alguma forma ser deuses, sem saber que ser deus é andar sobrecarregado, tenso, pesado, com o compromisso neorótico de ser perfeito, de se preocupar com a imagem social, de dar importância vital para opinião alheia, de se cobrar, se punir, e exigir.
Perdemos a leveza do ser. Parecíamos zumbis engessados pelos nossos pensamentos estreitos. Fomos educados para trabalhar, crescer, progredir e infelizmente também para ser especialistas em trair nossa essência no diminuto parênteses do tempo em que existimos.
(pág. 284)


Eu li esse livro o ano passado, e em seguida li mais vários do A. Cury, hoje sou grande admiradora do trabalho dele. 


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Livro: Eu, Christiane F. treze anos, drogada, prostituída.

17 comentários

Li este livro de Kai Hermann e Horst Rieck, recentemente. Os autores são jornalistas alemães, que entrevistaram Christiane em 1978, quando ela tinha apenas 15 anos e depunha como testemunha em um tribunal em Berlim.

A historia de Christiane começa quando sua família passa a morar no conjunto Groupios , em Berlim. Ela começa a freqüentar o centro de jovens, e uma discoteca, o Sound,  querendo muito ser aceita em uma turma, começa a fumar maconha, e assim seu vicio cresce, da maconha, para o LSD, calmantes, estimulantes... Quando uma nova droga surge na cidade, a Heroína. Christiane passa a ser uma toxicômana, viciada psicologicamente e fisicamente, ela e seu namorado Detlef , faziam muitos planos de se desligar da droga, mas nunca o faziam. Detlef se prostituía com homossexuais para conseguir dinheiro suficiente para ele e para Christiane, quando chega a um ponto de nada ser o suficiente, e ela também começar a se prostituir, mas no começo ela só estimulava os caras, não chegava ao ato sexual.
Foram muitas as vezes de tentativa de reabilitação de Christiane, muitos centros anti-drogas, hospitais. Mas ela sempre acabava fugindo e voltando a se “picar”.

Muito 10 o livro, mostra todos os efeitos da droga, como a pessoa se sente, todas as gírias por eles usadas, mostra como é uma crise de privação da droga, todas as sensações... Enfim, você sai , totalmente do seu universo, e entra no universo da droga e da prostituição. É uma sensação extraordinária, fugir da sua realidade, e ir para outra, e passar a ver a sociedade de outra maneira. Ver que esse universo podre, sujo, existe. Nos deixa revoltados ...  A história também, em algumas partes, é contada por sua mãe, relata todo seu sofrimento...
Uma visão critica, em uma história verídica como essa tem muito a acrescentar em nossas vidas! Vale super a pena!

Ahhh, também tem o filme deste livro, ainda não assisti, mas quem assistiu disse que é muito forte, porém muito interessante tanto quanto o livro.
Agora estou lendo Hilda Furacão de Roberto Drummond, é um romance brasileiro, um pouco antigo, que teve uma série sobre ele. Estou gostando...